Isso me interessa!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O diabo mora nos detalhes.....

Atualmente escrevo muito sobre o racismo e as questões que o cerca, e hoje não fugirei a regra. Bem, nos últimos tempos tenho estudado muito sobre toda essa construção sócio-cultural, e quando você está aprofundando muito em um tema, você tende a encontrá-lo e percebê-lo de forma mais fecunda que o habitual, então entendo que por isso tenho que dar crédito a algumas situações não tão agradáveis que presencio. Em alguns casos o que mais me chama a atenção é o choque que as pessoas de uma maneira geral tem ao ler ou escutar a palavra "racismo", cria-se um pânico, cria-se uma intolerância à discussão, são tantas as verdades, e principalmente, os donos da verdade, que é muito difícil haver uma discussão profícua e construtiva. A colonização deixou marcas quase eternas no povo brasileiro, e o mais impressionante é como as situações foram sendo construídas e conduzidas, saímos de uma prática racista direta e ofensiva, para uma prática dissimulada e não tão menos ofensiva, pois o que vemos hoje no nosso país é que as pessoas tem "preconceito" do preconceito, e isso faz com que seja cada vez mais difícil combatê-lo, pois a partir do momento que não se assume, logo não teremos por onde de fato começar. A questão da intolerância é algo tão presente quanto o racismo, é que para algumas pessoas, como elas acham que não são racistas, não veem porque falar sobre, acham que quando é provocado para a discussão, é porque a pessoa que assim o faz, tem algum transtorno ou é auto-racista, no entanto quantas vezes eu ouvi uma amiga dizer: "Ai, nunca peguei um negão, preciso pegar, dizem que a pegada é diferente dos outros, é mais afrodisíaco", diferente? E por que? É só pensar.... e tem gente que vai dizer que eu sou maluca por enxergar um discurso racista, que ela na verdade está valorizando os atributos do homem negro, todavia na minha opinião e o que a História Geral do Brasil me ensinou é não, não mesmo, pois mais uma vez é afirmado que o homem negro serve para atender ao apelo sexual, assim como fazem com as mulheres negras, ou não percebemos isso quando escutamos o pagode baiano, "pegada de africano"? (vide vídeo). Os negros foram estigmatizados como objeto sexual, e esses discursos que agora vem para "valorizar" seus atributos, é na verdade uma massificação dessa ideologia racista que agora é tão velada e sutil. Bom, mas se você diz a essa pessoa que dissemina esses discursos que isso é uma forma de postergar o racismo, você é taxado como lunático, como negro descompreendido......então o que fazemos para achar a cura se nem falar sobre a doença é possível?? Abro para o debate....

sábado, 28 de janeiro de 2012

Uma explicação aristotélica para as cotas raciais.......

Quando se discute as cotas raciais, gera-se muita polêmica a despeito do que é justo ou não nessa medida adotada pelo estado brasileiro, há quem diga que é uma forma de discriminar e há quem diga que é uma forma de devolver àquilo que foi tirado dos negros no período escravagista. O certo é que não há um consenso por parte das pessoas envolvidas na questão, seja por um interesse contrário ou a favor. Dessa forma, se faz necessário discutir então noções de justiça, e para isso podemos utilizar de dois modelos desenvolvidos por Aristóteles:
         -Justiça Distributiva: é a distribuição ou repartição de acordo com os méritos de cada um;
         -Justiça Corretiva: repositória (indenização/reparação de dano) ou comutativa (visa igualar as prestações).
Diante dessas duas ideias aristotélicas de justiça, entendemos que o estado brasileiro está em suma reparando um dano causado à população afro-descendente por quase 4(quatro) séculos de escravidão, e mais de 1(um) século de desigualdade étnica, levando em consideração ainda, que o estado brasileiro, tampouco o estado português, não indenizaram os negros, como ocorreu com outros povos dizimados, como é o caso dos judeus - vítimas do holocausto, ou das vítimas da ditadura militar, que receberam e recebem até hoje uma indenização. O Brasil trabalha somente com reparação de direitos(acesso a educação,  reconhecimento da cultura africana e afro-brasileira, etc), pois existiu constitucionalmente leis que diferiam veemente um negro de um branco, inclusive o Decreto 7031/1878, onde   o negro só podia estudar pela noite, e até hoje existe de certa forma resquícios disso e pode ser constatado a olho nu, quando entramos em escolas que também trabalham com ensino no horário noturno a presença esmagadora de pessoas negras, e para perceber essas e outras  realidades históricas que se procrastinam  até a atualidade e quiçá daqui a anos, é só relembrar a História Geral do Brasil, tanto estudada no ensino secundarista, de como se deu a construção de nossa nação.
É com essa explicação, que tanto as pessoas não usuárias das cotas, quanto as que se utilizam desse direito, precisam entender que o estado não está oferecendo uma esmola ou está discriminando ainda mais os afro-descendentes, e sim que está reparando um erro que ele mesmo cometeu ao longo dos anos, pois a partir do conceito de justiça se entende que não deve tratar os desiguais de forma igual, pois por mais que a ciência defenda que fenotipicamente todas as pessoas são iguais e pertencentes de uma mesma raça - a raça humana, há fatores culturais e históricos que determinam e demarcam que uma pessoas com características branco-europeia tenha o Índice de Desenvolvimento Humano(IDH) e a cultura - entre outros fatores -, superior à pessoas com características africanas, ou seja, os aspectos físicos assentam quem é uma pessoa e o que pode dentro da sociedade, e é pautado nessas questões que é válido em caráter de legalidade e justiça, o regime de cotas. E para exemplificar a disparidade que há entre brancos e negros atualmente no Brasil com relação a acesso ao nível superior, há pelos menos 5 milhões de universitários, no entanto, mesmo formando 45% da população brasileira, somente 8,7% desses estudantes são negros.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Olho por olho e o mundo fica cego...

Dia desses voltando para casa, presencio mais uma cena que ocorre com frequência em Salvador: três jovens com as mãos na cabeça, pernas abertas, negros, de costas para rua, com idades aparentemente entre 17 a 19 anos, rodeados por 4 ou 5 policiais militares fortemente armados, recebendo pancadas na cabeça cada um. Os jovens estavam inutilizados, mas mesmo assim os policiais, baterem e os xingaram, e depois disso eles foram libertados aos olhares tenebrosos dos curiosos que ali presenciavam a cena sem nada dizer, sem nada fazer. Em um impulso, peguei o celular na mesma hora para ligar e denunciar aquilo, mas depois que desbloqueei o teclado, me dei conta que não tinha para quem ligar, pois os marginais da vez era a própria polícia.  Bem, essa é a nossa corporação policial, e eu simplesmente não entendo porque agir assim, pois penso que a partir do momento que uma pessoa já está sob o poder da polícia, não há porque bater, não há nada que justifique isso, ou será que porque bandido mata e destrói, a polícia também tem que matar e destruir? É por isso que atualmente eu não vejo tanta diferença entre polícia e bandido, a maioria não está me servindo, protegendo meus direitos enquanto cidadã. Dessa maneira é que "olho por olho e o mundo fica cego"!!!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A mulher tem medo de ser assaltada, sequestrada e estuprada...e o homem do que tem medo?

Não vou mais falar do caso envolvendo Daniel e Monique do BBB 2012, mas sim porque esse caso, apesar de vir do BBB, me chamou tanto a atenção. Nós mulheres somos criadas numa sociedade extremamente repressora e opressora, e por mais que tentem aplacá-la, o tabu que existe em volta do ato sexual  é absurdamente demasiado, afinal fomos ensinadas que para ser a mulher ideal e admirada, temos que rejeitar o sexo, temos que ser detentoras de um discurso que para que uma mulher goste de sexo, ela tem que ser no mínimo puta, afinal se ela for corajosa suficiente e disser em um ambiente público o quanto o sexo para ela é importante, é bom e vital, a maioria que estão ali não vão conseguir olhá-la com o respeito que deveras merece, porque afinal, "que mulher proclama uma coisa dessa?" Bem, além de sermos reprimidas, ainda podemos ser vítimas de abusos sexuais, violências múltiplas contra nosso corpo e nossa mente, pois o abuso não ocorre só com o contato físico, ele ocorre quando passamos pela rua e sentimos as mais diversas manifestações de violências, como ser chamadas de gostosas, delícias, etc. É como se nós não tivéssemos o direito de escolher de que maneira queremos ser tratadas, essas manifestações são altamente gratuitas e violentas, e eu sinceramente não consigo imaginar coisa pior que essa, sem contar o ambiente de trabalho que muitas vezes somos forçadas a vivenciar situações absurdas porque precisamos de um emprego, até mesmo como forma de não ser sustentada por terceiros, pois se ficamos em casa à mercê do provimento do homem, também aceitamos uma forma de violência. Na questão física, é muito difícil para a maioria das mulheres aceitarem a liberdade do seu corpo, que ela pode se envolver sexualmente com alguém, e além da força interior que ela é ensinada a ter para rejeitar o ato sexual, há uma força externa para obrigá-la a aceitar, pois se damos liberdade ao nosso desejo sexual, somos alvo de preconceito, se nos podamos, também o somos, na verdade a sociedade machista pede uma mulher hipócrita, onde na rua seja uma "lady" e em quatro paredes uma "leoa sexual", mas ninguém pergunta que mulher de fato queremos ser, e se de fato esse mérito da questão cabe a alguém questionar ou definir. Eu li uma vez em algum lugar que o homem quando sai nas ruas ele tem medo de ser assaltado e sequestrado, e a mulher tem medo de ser assaltada, sequestrada e estuprada. Sugiro uma reflexão a despeito dos acontecimentos televisivos, e não deixemos o que realmente é importante cair em banalizações....

domingo, 15 de janeiro de 2012

A primeira vez que fui chamada de negra.....

A primeira vez que fui chamada de negra eu tinha 19 anos, imagine o susto que eu levei...."como assim? Negra? Eu?? Não, eu sou morena...morena escura, mas não sou negra não". Lembro bem da cara de incrédula da pessoa quando ouviu isso, mas que outra posição eu teria, se até então ninguém nunca teria me dito essa verdade, por achar que ia me ofender?? Eu tinha acabado de chegar em uma cidade maior, com costumes mais cosmopolita, onde as pessoas se sentiam mais livres de padrões sociais, e eu tão acostumada com a cidadezinha do interior, onde todo mundo me chamava de moreninha, e me embranquecia de tal maneira que eu acreditei piamente nessa "verdade", afinal que adolescente ia querer ser chamado de um "adjetivo" que denota tantas coisas ruins, 'desde quando ser negro era bom? Então vamos embranquecê-la!!'Apesar que, os apelidos na escola eram tantos, era Bob (de Bob Marley, por conta do cabelo crespo/cacheado), boca de caçapa (por conta dos lábios volumosos), entre outros. Depois de muito tempo eu fui entender o que tinha acontecido com minha infância e adolescência, tive a minha identidade cultural e étnica roubada por quase 2(duas) décadas, e aceitei, aceitei porque não sabia que existia um outro lado da história, que eu poderia sentir orgulho dela, e quando descobri esse lado da história, fiz questão de ir adiante e mostrar às pessoas que eu tinha descoberto a minha verdade, que de fato eu sou negra, e que não tem problema nenhum nisso, aliás, tem sim, o problema de ser negro é tudo que se sofre quando se sabe que se é, é ser vítima de racismo, racismo esse que até eu mesma, negra, ajudei a procriar, mas mesmo antes de saber da tal "verdade", eu já sofria algumas situações racistas, lembro-me bem das festas, em uma roda de amigas, eu era a última a ser queixada (paquerada), e não era por questão de beleza, mas sim por questão de padrão de beleza, eu fugia às regras, porque bonita eu era, eu sou, não é sempre que tenho coragem de dizer, pois pode soar presunçoso, mas desde criança me achava muito bonita, mas o que eu via no espelho fugia à prática nas ruas, nas festas, nos bares. Quando já estava na faculdade, tive outros conhecimentos, e percebi alguns discursos 'discretos' racistas, dessa vez já tinham coragem de dizer que eu era negra, e diziam e dizem: "Você é uma negra muito bonita"; "você é uma negra muito inteligente". É como se entre as demais negras e negros eu seja exceção, porque não consigo imaginar alguém dizer: "Você uma branca muito bonita ou você é uma branca muito inteligente", alguém consegue imaginar esse discurso? Mas porque com os negros tem que ser dessa forma? às vezes é um elogio à sua pessoa e uma renegação à sua raça, à sua identidade.   Bem, Os bons tempos vieram, me tornei uma pessoa mais consciente e mesmo com toda minha identidade roubada, eu consegui finalmente aceitar quem eu era, quem  eu sou e não aceitei mais a renegação do meu ser (poético até, não é? rsrs), me tornei mais dona da minha cabeça, do meu corpo, e hoje não sinto essa diferença de tratamento mais tão marcante, pois tenho outras ideologias, que a beleza física, apesar de ser bem demarcada, porque vivemos em sociedade que a cultua, não define a verdadeira beleza do ser humano, independente da raça que ela pertença, e com o tempo as pessoas descartam a matéria, porque ela é descartável mesmo. Alguns estigmas ficaram, hoje por exemplo, não gosto de retornar à minha cidade natal, porque as pessoas ainda se assustam comigo, de como eu consegui sair de casa, estudar e trabalhar, pois meu destino havia sido traçado de outra maneira, e eu fugi de todas as profecias cabíveis para mim, e resolvi escrever minha própria história e recuperar minha identidade abandonada.....

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Você á a favor das cotas??



Se alguém perguntasse para mim: Josane, você é favor de cotas? Eu responderia imediatamente, sou a favor de EDUCAÇÃO DE QUALIDADE e IGUALDADE para todos os seres! No entanto não devemos tratar os desiguais de forma igual, e sabemos para que essa tal igualdade e essa tal educação de qualidade exista, precisamos de no mínimo 1 século (100 anos) para que haja uma transformação favorável, e enquanto
isso? O que faz as pessoas desiguais? Ficam à margem da sociedade por mais 1 século? Tem que parar no tempo, porque na opinião de alguns ignorantes que negligenciam a história cultural do Brasil, cotas é uma forma de racismo? Cotas não é forma de racismo, cotas é na verdade uma medida provisória que tem por princípio devolver aos negros e menos favorecidos suas oportunidades tiradas desumanamente na era da escravidão e por muito tempo depois, e assegurar que eles possam se equiparar a qualquer raça em oportunidade, pois em capacidade não há necessidade mesmo, afinal não há estudos que mostrem que negros tem um desenvolvimento inferior à outros, apesar da ciência racista ter tentado comprovar (sem êxito) esse absurdo por todos esses anos. Bem, mas vamos deixar isso no passado não é gente? Faz tanto tempo...esse negócio de racismo é coisa de negro estigmatizado...como vamos deixar no passado algo que é tão presente? Que destrói, que mata, que corrói? Como deixar no passado uma realidade com bem menos de 5% de alunos negros em um curso de medicina (usado como exemplo por ser o mais concorrido)? Será que é porque os negros não querem ser médicos? Oh Deus!! Será mesmo, gente? É muito fácil se dizer que é contra cotas, quando não se conhece a realidade brasileira, quando se é ignorante, e não percebe o quanto mal faz ao proclamar um discurso racista! Bom, mas o Brasil é o país da mistura, da miscigenação. É mesmo? Em que Brasil você vive? Porque no Brasil que eu vivo, se você tiver a pele preta, os lábios carnudos, ancas grandes, cabelos crespos, entre outras características peculiares, você não é misturado não, você é NEGRO, marginalizado, puta, incapaz, bandido, entre outros adjetivos que não cabem aqui!! E pra quem acha que ainda assim não deve ter cotas, então faça um favor a população brasileira: ESTUDE A HISTÓRIA DO SEU PAÍS ou invente uma outra forma de se fazer igualdade! Porque de todas as que eu imagino, essa é ainda a mais condescendente com a nossa realidade...e só para que tenham uma breve reflexão, assistam este vídeo e percebam como o discurso racista está presente em uma criança de 3 anos, sua herança cultural(mas o racismo não existe, não é mesmo??)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O Sul/Sudeste e o Norte/Nordeste pós eleições...

Quando as eleições acabam, sempre há pessoas felizes porque o candidato que escolheram venceu, e pessoas tristes porque seu candidato não foi eleito. Não dá mesmo para agradar gregos e troianos, e muito menos nordestinos/nortistas e sulistas, uma vez que é percebido uma forte discrepância entre estas regiões. Mas uma coisa que me chamou a atenção, foi uma reportagem que eu li no www.glabo.com (Não confio muito nas informações, mas pude comprovar a veracidade depois), onde dizia que “alguns” sulistas estavam culpando os nordestinos e as pessoas do norte por terem elegido a presidenta Dilma Russef, e em especial havia um “twiteiro” denominado de @vovo_panico, que segundo a mesma reportagem dizia que é o humorista do programa Pânico na Tv, e dizia o seguinte : “Gente, o que nois do Sul/Sudeste estamos fazendo no twitter ? vamos trabalhar pra sustentar mais 4 anos de Bolsa Família do Norte/Nordeste”. Bom, esse discurso é de uma imbecilidade profunda, uma vez que nós nordestinos trabalhamos e não são todos que dependem de bolsa família, e antes mesmo de falar mal de qualquer programa seria sensato procurar saber se duas regiões são capazes mesmo de eleger algum candidato, e ainda que seja, é bom que exercite o respeito, uma vez que “tentamos” viver em uma democracia.
Houve algumas manifestações a cerca dessa polémica, uma guerra de discursos defensores e acusadores, onde muitos nordestinos e nortistas estavam revoltados, e com razão, afinal fomos alvo mais uma vez de uma discriminação lastimável, já que o termo preconceito nem cabe mais na questão. Alguns diziam que era para excluir o tal twitter da @vovo_panico (Acho que o Ministério Público deve averiguar isso, e tomar as decisões legais), e outros defendiam, dizendo que era liberdade de expressão, e agora eu questiono: Desde quando discriminar uma região é liberdade de expressão? Por acaso nos nordestinos e nortistas não trabalhamos, não ajudamos na economia do país, não contribuímos com tudo de bom que realmente temos? Ate parece que sentamos em um boteco o dia todo nas praias tomando uma cerveja e comendo uma acarajé, nossa região é muito mais que isso.
Mas essa ideia de que não trabalhamos, não fazemos nada é alimentado ate mesmo pelas “grandes”(merdas) redes de televisão, um exemplo é a imagem de nós baianos, que todo ano o Sr. Jornalista Willian Bonner aparece no JN, com aquele discurso: “Ainda é carnaval em Salvador”, carnaval para quem? Para os sulistas não é? Uma vez que a maioria dos baianos estão trabalhando para servi-los, segurando as cordas dos blocos como Camaleão, Coruja, e afins, que nem é preciso citar os valores exorbitantes de seus abadás. Dessa forma, considero uma hipocrisia tamanha, essa mídia deslavada ficar disseminando por ai que nós não trabalhamos, e não estamos contribuindo em nada, e que vão ter que nos sustentar por mais 4(quatro) anos, porque com o bolsa família a gente consegue fazer tudo que eles fazem, inclusive pular ao som do chicletão no bloco camaleão.
E como ficou comprovado depois, segundo os dados eleitorais: (http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/11/mesmo-sem-os-eleitores-do-norte-e-do-nordeste-dilma-venceria-serra.html)
A presidenta Dilma Russef seria elegida mesmo sem os votos do Nordeste/Norte, então “engulam” essa “bando” de discriminadores. E só mais uma coisa, não serão os nossos estados que vão ter o Sr. Deputado Tiririca (caso ele consiga provar que sabe ler e escrever) por 4 (anos), eleito por mais de 1 milhão de sulistas, pois estamos muito satisfeitos com o bolsa família. É uma nordestina que vos fala, meu muito obrigada!